Eles precisam equilibrar a necessidade de entreter o público com a responsabilidade de retratar as culturas com precisão e respeito. 9º – Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)Perturbador em seu desencadear de cenas, o filme traz a história de uma jovem e a sua completa repulsa ao sexo oposto. Obra-prima de Roman Polanski, HD Filmes Online ‘Repulsa ao Sexo’ explicita as camadas destrutivas da vida da protagonista do filme, mostrando como uma aura repressiva social ao compêndio feminino pode ser danosa ao ser humano. Aqui, veremos o lado patológico da construção tardia de identidade no indivíduo, resultando em uma série de distúrbios psicológicos.
Palavras importantes:
Clare vive uma liberdade que não experimentava desde que passou a viver sob a angustiante vigília de sustentar uma falsa identidade e a exaustiva energia que toda essa farsa demandou dela. Ao distinguir “aula séria” e “cinema”, a própria escola está se rotulando como chata. Entendo, por um lado, que o desafio da escola é tornar lúdicas todas as suas ações. Lembro que Rubem Alves sempre lembrava em suas crônicas as origens comuns das palavras saber e sabor. Por outro lado, para estar presente na escola, o cinema deve produzir conhecimento.

Qual é o papel dos símbolos na construção da identidade cultural?
Logo após o falecimento do pai, os irmãos Ana e Carl embarcam para Frankfurt, na Alemanha. Essa é a premissa de Segundo Tempo, novo filme de Rubens Rewald, professor e chefe do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, agora em cartaz no cinema. Identidade cultural é o conjunto de características, valores, tradições e costumes que definem um grupo de pessoas.
‘Lost Highway’: uma jornada cinematográfica alucinante
O primeiro passo é envolver-se com a experiência, que até pode se transformar em produção de texto depois (se o estudante gostar de escrever), mas o controle da escola e a excessiva valorização da escrita não pode inibir e até bloquear a experiência estética. Outro uso comum, que considero equivocado, é inserir no currículo o cinema sem compreender seu potencial transformador, tentando “controlá-lo” na perspectiva da escola conservadora. Então, antes de exibir um filme o professor ou a professora deixam claro que se trata de uma atividade séria, pedem que os estudantes anotem suas observações, porque, em seguida, farão uma redação. Se você tiver interesse em outros materiais que ajudam a promover o diálogo e educar em direitos humanos, pode conferir o nosso Clube de Assinatura, que conta com newsletter de curadoria, guia de leitura e roteiros de rodas de conversa. A segunda plataforma é a Taturana, nela também é possível encontrar filmes que retratam diversas realidades, cujo objetivo é contribuir para uma sociedade mais justa, abordando a questão dos direitos humanos.
Essa pesquisa evidenciou a necessidade de formação audiovisual de professores, que foi o foco da minha pesquisa de doutorado, na perspectiva da educomunicação, concluída em 2011. Minha trajetória acadêmica tem um vínculo claro com o grupo de discussão de filmes, que até hoje é minha principal fonte de nutrição cultural. Existem duas plataformas de filmes online bem interessantes para abordar o tema de direitos humanos em sala de aula. Essas duas plataformas contém filmes de impacto social, cujos temas são relevantes e contribuem para a educação em direitos humanos. Um exemplo de filme que aborda questões de identidade cultural é “Coco”, da Disney-Pixar. O filme conta a história de Miguel, um menino mexicano que deseja se tornar músico, mas enfrenta a desaprovação de sua família.
Todos esses filmes citados, e outros disponíveis, possuem impacto social e podem ser trabalhados nas salas de aula, a fim de promover o diálogo, bem como educar em direitos humanos. Os cineastas enfrentam desafios ao abordar questões de identidade cultural, pois precisam equilibrar a representação autêntica das culturas retratadas com elementos narrativos envolventes para o público. Além disso, eles também precisam lidar com estereótipos e preconceitos existentes em relação a determinados grupos culturais. Os personagens cinematográficos têm um grande impacto na construção da identidade cultural. Quando nos identificamos com um personagem em um filme, isso pode influenciar nossa percepção sobre nossa própria identidade cultural.
Ao assistir filmes que contam histórias de diferentes culturas, as pessoas têm a oportunidade de se conectar com realidades diferentes da sua própria. Isso cria empatia e compreensão, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva. Em “O articulador”, o personagem de Eli Wurman, vivido por Al Pacino, é um famoso relações-públicas que trabalha em Nova York e está passando por um momento ruim em sua vida profissional. Após uma trajetória de sucesso na área de comunicação, Eli se volta a pequenos trabalhos e eventos beneficentes, apresentando apenas um grande cliente, Cary Launer, personagem de Ryan O’Neil, que na trama é um ator renomado e ganhador de um Oscar.
Ao questionar os estereótipos e promover a diversidade e a inclusão, podemos criar uma cultura mais justa e igualitária. Além disso, ao entender as diferentes culturas e perspectivas, podemos trabalhar juntos para resolver os problemas sociais e construir um futuro melhor para todos. A segunda possibilidade é se estudar a linguagem cinematográfica, que hoje podemos ampliar para linguagem audiovisual, lembrando que o cinema é a matriz da linguagem televisiva, da publicidade, da internet. Crianças, adolescentes, adultos, todos têm acesso a um imenso conteúdo audiovisual, mas poucos sabem analisar esse conteúdo e tomar posição sobre ele.
Entretanto, algo que deveria ser apenas uma opção de lazer, acaba se tornando uma verdadeira obsessão. ‘Amador’ é um filme sobre a construção de sentido para a jornada de um indivíduo no mundo. Rústico em suas investidas, a obra jamais oferece elementos para atenuar os conceitos trilhados pela história. Os filmes podem ajudar na preservação das tradições culturais ao retratar e celebrar as práticas e costumes de um determinado grupo. Eles podem servir como uma forma de documentação visual, permitindo que as gerações futuras aprendam sobre suas raízes culturais.
No decorrer da narrativa, Eli Wurman se torna involuntariamente testemunha de um assassinato que pode incriminar seu cliente, que planejava construir uma carreira política se candidatando ao Senado. No contexto diegético do filme, os comportamentos das “estrelas” parecem ser friamente estudados e calculados; aparições na mídia são negociadas e escândalos são encobertos a todo custo. Neste ambiente, Eli cumpre o papel de transformar personalidades antiéticas e aproveitadoras em figuras aclamadas pelo público, conquistando uma reputação favorável a seus clientes. O filme carrega uma crítica, que deixa a desejar em sua contundência, ao lado manipulador do show business e ao mercado de assessoria de imprensa.
Por exemplo, para algumas pessoas, a bandeira dos Estados Unidos representa liberdade e democracia, enquanto para outras representa imperialismo e opressão. É importante reconhecer que as nossas próprias crenças e valores podem influenciar a forma como interpretamos os símbolos. É preciso ter uma mente aberta e respeitar as diferentes culturas para evitar mal-entendidos e conflitos. Os meios de comunicação têm um papel fundamental na disseminação de símbolos e ideias. A televisão, o cinema, a internet e as redes sociais são exemplos de meios de comunicação que têm um grande impacto na nossa cultura.
Mank, dirigido por David Fincher e estrelado por Gary Oldman, foi lançado no dia 13 de novembro de 2020 nos cinemas, com estreia no serviço de streaming em 4 de dezembro de 2021. A estrutura de lançamento de Identidade é muito semelhante à de “Mank”, no ano passado, outro filme em preto e branco que foi definitivamente lançado estrategicamente para chamar a atenção dos festivais e juntar alguns prêmios. O longa também esteve no Festival de Cinema de Nova York e ganhou data de estreia no serviço de streaming para o dia 10 de novembro de 2021.
